Com aplausos a mesa foi composta,
para logo iniciar aquela proposta.
De uma lado, alunos da acusação,
de outro, a defesa, na contra mão.
O tema do debate:
"VIOLÊNCIA DO MUNDO".
Será que o embate
poderá ir a tão fundo?
Carmelita falou com ardor
quando a sala estava cheia.
Na mesa só tinha "Fessor",
convidado para a ceia.
Na ceia do filosofar:
cogitar, pensar, viver.
Muita coisa foi servida
para todos entender.
A equipe da acusação
logo tomou a fala.
Com palavra de ação
no revólver colocou a "bala".
Filósofos muito aclamados
foram referenciados.
Com Sócrates e "Fucô"
a acusação sua "bala" reforço.
A defesa, seu protetor vestiu,
pois, em apertos, cada um se viu.
O colete a prova de bala
mandou tudo para "PQP".
Com fala leve e mansa
a defesa não se cansa.
Utilizando Foucalt e Gandi
a primeira resposta foi "brilhanti".
Com Kant e sua potência
começou o combate à violência.
Até o barbudo do Max
teve uso para a "pax".
Para a violência, tudo diminuir,
Engels foi preciso citar.
Pois com Nietzsche no falar
a equipe estava a concluir.
Para a defesa: a virtude é o bem;
vida virtuosa e moral.
Tudo isto faz muito bem
para combater todo este mal.
Na defesa apareceu "trem",
para auxiliar também.
Com o apito faz "uííí"
quando se fala em Chauí.
A refrega foi muito legal;
sem ofensas, nem jogo letal.
Sendo o mais importante:
levar o conhecimento adiante.
A acusação manteve afirmação:
"Para a violência não tem salvação;
a Filosofia não tem resposta
para toda esta 'bosta' ".
A defesa continuou na oposição.
E disse: "O ser tem solução.
Se todos utilizarem a razão,
a violência vai parar no chão".
O embate, na seara do filosofar,
a todos fez muito agradar.
Com uns a acusar
e outros a "defensar".
Em momentos acalorados
os ânimos ficam inflamados.
Enquanto fala mansa partiu,
a voz alta e forte surgiu.
Foi jogo de palavrão;
cada um querendo a razão.
No foco: eliminar a violência
para melhorar nossa convivência.
Max e o seu capital.
Isso é que foi legal!
Com a defesa a falar
e seu tempo a finalizar.
A acusação tripudiou
mas, por vezes, resvalou.
Ao contradizer sua ação
afirmando: "a defesa tem razão".
A briga surgiu no ar
quando quem quis acusar
utilizou a palavra "vulgar"
e por ela se viu ultrajar.
A defesa, até pensador esqueceu,
quando a fala deles se aqueceu.
Mas nada disso é desfeita,
pois a defesa foi feita.
Aplausos no fim, teve também;
muita alegria e vai-e-vem.
A mesa dos "Fessor", então decidiu
mandar ACUSAÇÃO para "PQP".
A 3a DISPUTATIO foi real.
Muito rica e de animação geral.
Decidindo dar os ramos da glória
à DEFESA, que teve a vitória.
Luiz Castelar (Jun/07)
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