quinta-feira, 14 de junho de 2007

HISTÓRIA DA 3a DISPUTATIO

Com aplausos a mesa foi composta,
para logo iniciar aquela proposta.
De uma lado, alunos da acusação,
de outro, a defesa, na contra mão.


O tema do debate:
"VIOLÊNCIA DO MUNDO".
Será que o embate
poderá ir a tão fundo?


Carmelita falou com ardor
quando a sala estava cheia.
Na mesa só tinha "Fessor",
convidado para a ceia.


Na ceia do filosofar:
cogitar, pensar, viver.
Muita coisa foi servida
para todos entender.


A equipe da acusação
logo tomou a fala.
Com palavra de ação
no revólver colocou a "bala".


Filósofos muito aclamados
foram referenciados.
Com Sócrates e "Fucô"
a acusação sua "bala" reforço.


A defesa, seu protetor vestiu,
pois, em apertos, cada um se viu.
O colete a prova de bala
mandou tudo para "PQP".


Com fala leve e mansa
a defesa não se cansa.
Utilizando Foucalt e Gandi
a primeira resposta foi "brilhanti".


Com Kant e sua potência
começou o combate à violência.
Até o barbudo do Max
teve uso para a "pax".


Para a violência, tudo diminuir,
Engels foi preciso citar.
Pois com Nietzsche no falar
a equipe estava a concluir.


Para a defesa: a virtude é o bem;
vida virtuosa e moral.
Tudo isto faz muito bem
para combater todo este mal.


Na defesa apareceu "trem",
para auxiliar também.
Com o apito faz "uííí"
quando se fala em Chauí.


A refrega foi muito legal;
sem ofensas, nem jogo letal.
Sendo o mais importante:
levar o conhecimento adiante.


A acusação manteve afirmação:
"Para a violência não tem salvação;
a Filosofia não tem resposta
para toda esta 'bosta' ".


A defesa continuou na oposição.
E disse: "O ser tem solução.
Se todos utilizarem a razão,
a violência vai parar no chão".


O embate, na seara do filosofar,
a todos fez muito agradar.
Com uns a acusar
e outros a "defensar".


Em momentos acalorados
os ânimos ficam inflamados.
Enquanto fala mansa partiu,
a voz alta e forte surgiu.


Foi jogo de palavrão;
cada um querendo a razão.
No foco: eliminar a violência
para melhorar nossa convivência.


Max e o seu capital.
Isso é que foi legal!
Com a defesa a falar
e seu tempo a finalizar.


A acusação tripudiou
mas, por vezes, resvalou.
Ao contradizer sua ação
afirmando: "a defesa tem razão".


A briga surgiu no ar
quando quem quis acusar
utilizou a palavra "vulgar"
e por ela se viu ultrajar.


A defesa, até pensador esqueceu,
quando a fala deles se aqueceu.
Mas nada disso é desfeita,
pois a defesa foi feita.


Aplausos no fim, teve também;
muita alegria e vai-e-vem.
A mesa dos "Fessor", então decidiu
mandar ACUSAÇÃO para "PQP".


A 3a DISPUTATIO foi real.
Muito rica e de animação geral.
Decidindo dar os ramos da glória
à DEFESA, que teve a vitória.

Luiz Castelar (Jun/07)

quarta-feira, 13 de junho de 2007




POESIA DE ABERTURA DA


3a DISPUTATIO


Um louco transviado,
falando impropérios.
Um louco irado
despejando vitupérios.
Os adultos sorriam,
as crianças também!
Os pais se mordiam,
com olhos assustados, também!



Primeiro surgiu a criança,
no mundo da fantasia.
O pai tomava banho
e a tudo o menino sorria.
Com a espuma da nuvem
na bunda do papai.
Era uma violência,
sem dores e sem ais!

Depois veio a puta,
que chupa e arreganha.
O macho que vinha por cima
e a puta que levava atrás.
Aqui não tinha espuma,
onde tudo era seco.
"Puta não diga ai!"
Violência com dores e ais!

Violência de menos;
violência "demas".
Nosso mundo está maluco,
precisando de muita paz.
Essa foi a singela maneira,
que se pode iniciar o ato,
da maravilhosa 3a DISPUTATIO.


Luiz Castelar (Jun/07)